Formação das Águas Termais

Formação das Águas Termais da Região de Caldas Novas e Rio Quente.

A partir do final da década de 1970 ocorreu uma crescente perfuração de poços profundos, em Caldas Novas, com o objetivo de retirar água termal dos Aquíferos. Consequentemente verificou-se um contínuo rebaixamento do nível de água termal.

Após aquela década, a cidade de Caldas Novas começou a apresentar um grande crescimento populacional, tendo como consequência a impermeabilização dos solos pelo asfalto e construções, dificultando a infiltração das águas de chuvas.

A caracterização da região como pólo turístico de destaque no Estado de Goiás deveu-se ao grande número de empreendimentos que surgiram ancorados na exploração da água quente.

Para minimizar os efeitos da impermeabilização dos solos e do bombeamento dos Aquíferos Termais, a AMAT, em reuniões com técnicos especialistas, iniciou em 2002 estudos de viabilidade do projeto de Recarga Artificial dos Aquíferos Termais.

O projeto constitui-se em facilitar a infiltração de água em profundidades, reabastecendo as aquíferos. Deverão ser utilizadas as próprias águas termais bombeadas que, após tratamento, serão infiltradas em locais adequados.

A recarga poderá ser feita através da infiltração em tanques com poços rasos ou utilizando poços tubulares profundos.

Alguns dos benefícios do projeto de recarga serão:

A elevação do nível de água do Aquífero Termal Araxá.

O esclarecimentos de questões ainda não explicadas sobre o comportamento dos Aquíferos.

O reaproveitamento deste recurso natural de forma correta e controlada.

A possibilidade de melhoria nas vazões bombeadas.

O gerenciamento correto da explotação dos Aquíferos.

O PORQUE DA NECESSIDADE DE MAIS CONHECIMENTOS SOBRE OS AQUÍFEROS E DA IMPLANTAÇÃO DE UMA RECARGA ARTIFICIAL.

Os detentores de direitos minerários para a exploração das águas termais nos municípios de Caldas Novas e Rio Quente, decidiram iniciar um plano para a preservação dessas águas, denominado de “PROJETO DE GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DOS AQUÍFEROS TERMAIS DE CALDAS NOVAS E RIO QUENTE – RECARGA ARTIFICIAL”.

A explotação contínua e ampliada das águas termais em Caldas Novas e Rio Quente trouxe como consequência imediata o rebaixamento de seus níveis.

As primeiras discussões para a recarga artificial dos Aquíferos Termais surgiram já em 2002, tendo amadurecido e evoluído para o desenvolvimento de um projeto com uma forte e segura base científica visando a sustentabilidade.

Hoje sabemos que a água termal é um bem renovável e perene, desde que explotada de forma correta. Ainda não sabemos qual é este modelo correto de explotação. Para que tenhamos este conhecimento, o projeto cuidará, além da recarga artificial, da geração de um modelo geológico/matemático, capacitando as empresas para um gerenciamento claro e correto da explotação de suas águas.

Atualmente, apesar dos níveis das águas estarem em cotas favoráveis, nossos conhecimentos ainda são insatisfatórios para responder aos diversos questionamentos surgidos ao longo dos últimos anos.

O projeto permitirá também que as empresas envolvidas tenham o conhecimento e domínio das informações, necessárias às possíveis discussões sobre as águas.

Desde 1996 temos um controle de vazão, nível e temperatura das águas. Atualmente este controle operacional é feito pelo DNPM com auxílio dos mineradores. A partir de janeiro de 2005 instalamos uma estação meteorológica no topo da Serra de Caldas Novas dando condições de estudarmos a relação da precipitação com os níveis das águas. Ampliamos nosso conhecimento, através das parcerias com Universidades. Já somos hoje um exemplo para País.

Todas estas medidas foram e ainda são de grande importância, mas a limitação do nosso conhecimento é enorme. As pesquisas e ciências geológicas evoluíram de tal forma que hoje estamos muito atrasados. Urge tomarmos as medidas necessárias para a continuidade da preservação de nossas águas. O projeto em questão é uma dessas medidas.

Sabendo da importância em colaborar com o meio ambiente e com programas que resultem em melhores condições de vida para toda a comunidade das cidades envolvidas, os mineradores de águas termais de Caldas Novas e Rio Quente resolveram cotizar e financiar os estudos e projetos necessários para este fim.